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Implantes Dentários

Tomografia computadorizada para implantes dentários

Uma pergunta comum alguns colegas costumam fazer a nós radiologistas é se a radiografia panorâmica seria suficiente para auxiliar o implantodontista no planejamento de uma cirurgia de implante dentário.

Em nossa experiência embasada na  rotina de mais de 10 anos de realização de laudos em diversos tipos de exames radiográficos, inclusive panorâmicas, insistimos em afirmar que não.

Alguns colegas solicitam a radiografia panorâmica com traçado e acreditam que podem realizar medidas que vão lhe dar noção aproximada da altura do rebordo alveolar remanescente lhes dando embasamento para planejar a cirurgia de implantes. Infelizmente temos alguns centros de radiologia que divulgam a falsa idéia de que a radiografia panorâmica tem fator de ampliação de “X ou Y %” , o que é uma informação no minimo equivocada.

A radiografia panorâmica, pelo seu próprio princípio, é um exame dinâmico. A imagem final depende de diversos fatores, que vão desde a distorção preconizada pelo fabricante (o tal X ou Y %) até posicionamento do paciente (as vezes errado), inclinação de dentes e rebordos alveolares etc etc.. Logo é praticamente impossivel se realizar um panorâmica e dela se conseguir tirar medidas que sejam seguras para a realização de uma cirurgia de implante dentário. Tente solicitar panorâmicas do mesmo paciente em momentos distintos ao mesmo serviço de radiologia e entenderá o que estou dizendo.

Atualmente os métodos de auxilio ao dignóstico por imagem ganharam um importante aliado, o tomógrafo Cone Beam ou feixe cônico como também é coanhecido. A dose de radiação é bem menor do que as apresentadas nas tomografias espirais, que são mais utilizadas na área hospitalar. O tempo de aquisição da imagem varia de 20 a 70 segundos dependendo da complexidade da área que precisa ser avaliada.

Além do conforto e comodidade ao paciente a  Tomografia Cone Beam ofereçe a possibilidade de uma visãoReconstrução 3D realizada com Tomografia Cone Beam

tridimensional ou volumétrica da região a ser implantada para o dentista. As imagens podem ser enviadas ao profissional em formato digital  (cds, DVDs e até mesmo internet) e ele  pode, através de softwares especificos, até mesmo fazer uma pré-cirurgia virtual, diminuindo desta forma as possibilidades de erros.

Prototipagem de MandíbulaExistem ainda softwares que oferecem ao próprio dentista a possibilidade de visualizar o exame do paciente em todas as 3 dimensões, podendo inclusive fazer medidas e gerar imagens 3d.

As tomografias computadorizadas possibilitam também a construção de modelos fieis de qualquer região que necessite de um estudo mais detalhado através de prototipagem, método que utiliza as informações adquiridas pelo tomografo para criar modelos em 3D que podem ser confeccionados em gesso ou resina acrilica.

Tomografia Cone Beam
Icat Vision – Software de manipulação de imagem

O custo da tomografia cone beam vem caindo com a chegada de novos equipamentos proporcionando a possibilidade de mais pacientes terem acesso a essa nova tecnologia.

Além de implantes a tomografia cone beam tem auxiliado no diagnóstico das mais diversas anomalias e patologias bucais sendo no momento o exame que mais tem se destacado em nossa rotina de auxilio ao diagnóstico.

Sugiro então que se você for realizar um implante converse com seu dentista e saiba os benefícios que essa nova tecnologia pode lhe proporcionar, evitando dores de cabeça futuras.

Sobre o Autor:

Marcos Rocha é Dentista e Radiologista na cidade de São Paulo.

Implantes Dentários

Tomografia Cone Beam o mais novo aliado do dentista no implante dentário

Reconstrução 3D realizada com Tomografia Cone Beam

Entre os maiores avanços tecnológicos recentes da Odontologia, com certeza um dos destaques é a tomografia computadorizada (TC) de feixe cônico, ou Cone Beam, que levou o diagnóstico por imagem odontológico para mares nunca antes navegados.

A tecnologia vem entrando de forma mais efetiva no Brasil nos últimos dois anos e está sendo bem aceita, principalmente pelos cirurgiões-dentistas jovens, geralmente mais abertos às novidades do que os bem experientes.

Segundo o Cirurgião Dentista e Prof. Luiz Roberto da Cunha Capella (foto), especialista em Radiologia e em Implantodontia, a TC já era bem esperada pelos profissionais brasileiros e deve ficar cada vez mais acessível, em custo

Luiz Roberto Capella - Sócio Diretor da Papaiz Associados - Radiologia Odontológica

e em oferta. “Esta tecnologia pode ser aplicada em diversas especialidades, principalmente Ortodontia, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Implantodontia e Cirurgia Bucomaxilofacial, permitindo melhor mensuração óssea e traçados cefalométricos em 3D”, diz Capella.

Como já tem sido divulgado, o grande diferencial da tomografia computadorizada em relação à radiografia é a imagem resultante em três dimensões, abrindo novos olhares sobre as imagens obtidas por raio X. “Em 2009, fez 114 anos da descoberta do raio X. Até a década de 1970, só tínhamos no Brasil a radiografia intrabucal. Foi quando chegou ao País a radiografia panorâmica, fazendo muita diferença, mas tinha o problema da falta da tridimensionalidade. De lá pra cá, a grande mudança foi a tomografia Cone Beam, um avanço excepcional”, avalia o Dr. Élio Giacomo Papaiz, Ex Prof. de Radiologia da USP e Diretor clínico da Papaiz Associados – Diagnósticos por Imagem , maior rede de Diagnósticos por imagem localizada na Cidade de São Paulo, que desde 2009 passou a usar o tomógrafo iCat para exames odontológicos.

Reprodução mais fiel

Na prática, a imagem da TC é mais fiel à anatomia do complexo maxilomandibular do paciente, pela tridimensionalidade já citada e por ter precisão milimétrica – cada corte da imagem adquirida pode ter até 0,12 milímetros de espessura. Assim, são fornecidos mais detalhes para um diagnóstico mais seguro e para o planejamento do tratamento ou cirurgia a ser realizado. “Se o profissional planeja melhor, maior é a margem de sucesso. E isso leva a procedimentos mais rápidos, menos invasivos, com melhor pós-operatório”, diz Capella.

Software de Manipulação de imagens - I-Cat Vision
Software de Manipulação de imagens – I-Cat Vision

Como exemplo, o especialista explica a vantagem da tecnologia aplicada à Implantodontia: “Agora é possível ver antes o quanto o paciente tem de osso. Antes, havia o risco de abrir a gengiva e só aí ver que ele não tinha osso suficiente para colocar o implante, pois a radiografia mostra a quantidade óssea na altura apenas e falta a informação da profundidade. Então, tínhamos uma cirurgia feita desnecessariamente”.

A tomografia também vem amparada pelo suporte digital, que permite que as imagens sejam manipuladas, melhoradas em seu contraste, por exemplo, e visualizadas de diversas formas no computador, antes de serem impressas. É possível até obter cortes frontais, axiais e laterais para cefalometria.

Todas essas novas informações também exigem que o profissional se atualize, se adeque a elas, para que faça bom uso. “O laudo conclusivo do exame deve ser feito por profissional especialista e qualificado, e deve ser bem detalhado, com informações já interpretadas. Ele vai ser muito importante para o cirurgião-dentista optar pelo tratamento mais indicado. Os radiologistas agora têm que estudar e conhecer bem a técnica”, reforça Capella.

Radiação e custo em consideração

Mesmo acrescentando tanto à Imaginologia odontológica, os especialistas na área não acreditam que a TC vá substituir totalmente os sistemas tradicionais. Segundo  Élio Papaiz ,a nova tecnologia não vai tomar o lugar do exame intraoral, mas vai auxiliá-lo. “Além disso”, completa, “os exames tradicionais são mais difundidos e mais baratos, e alguns protocolos devem começar mesmo pela panorâmica”. Mas Capella coloca que, dependendo do tratamento a ser realizado, o uso da tecnologia compensa. “Na reabilitação com implantes, por exemplo, comparado com o valor total do tratamento, o custo da tomografia, que pode variar entre 280 e 480 reais, compensa”, explica.

Outra preocupação em relação a TC Cone Beam (ou de feixe cônico) é a dose de radiação a que pacientes e profissionais são expostos. Mas ela requer os mesmos cuidados que as radiografias tradicionais e apresenta dose de exposição equivalente a radiografias periapicais de todos os dentes, segundo Capella. O fato da tomografia fazer parte de um processo totalmente digital, que é mais sensível, também contribui para sua pouca radiação. Além disso, o formato evita que o exame precise ser repetido e o paciente, exposto novamente, já que a imagem é verificada e melhorada no computador antes de impressa ou revelada.

Neste quesito, a Cone Beam também apresenta vantagens em relação à tomografia computadorizada espiral, ou Fan Beam (conhecida como médica), para exames da região de cabeça e pescoço. Isso porque a médica emite o feixe de raios X em planos, enquanto na outra a emissão é em forma de cone – daí vem seu nome -, diminuindo em 20% a dose liberada. Assim, com mais este diferencial, a tomografia computadorizada enfim chegou com mais força à Odontologia e, com certeza, chegou para ficar.

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